Seguro e escondo, escondo e seguro. Sinto uma aflição, medo de uma futura humilhação, sinto vontade de deixar o mundo e todas as minhas ilusões.
O meu medo se torna infantilidade, ando voltando ao passado e baixo em mim um espírito de criança, onde a inocência e fantasia reinam.
Sou doce, sonho com os contos de fadas, brinco de boneca e tenho amor em todos os cantos.
Fantasiar, fantasiar que tenho o calor dos seus abraços e que sinto sua boca encostando-se à minha. SMACK!
O amor não é sexo, nem abraço, nem beijo! Para mim é uma máquina do tempo e que para voltar ao presente, precisarei cumprir uma arriscada missão, se falhar causará dor, se for vitoriosa, fantasia ganha e traga ao mundo atual e real por mim.
Medo de apertar o botão dessa máquina e fazer a missão.
Acontece que tenho medo do escuro, se apertar o botão e começar a missão, ficará tudo escuro!
(EU) - E se essa luz não voltar?
(Cérebro eletrônico) – O tempo passará mais rápido, a máquina transforma-se em pó e você voltará ao mundo moderno tão rápido quanto à rapidez de uma hélice!
(EU) – Poço profundo e escuro é o mundo moderno, inferno! Não vou apertar esse botão.
(Cérebro eletrônico) – Cresça criança, cresça! Deixe de ser essa pessoa ingênua, infantil e imatura. A vida é feita de escolhas.
Então escolhi por enquanto viver no passado, ser um novo Peter Pan e nunca crescer, pois o mundo dos adultos é complicado e com uma simples escolha e fato, as coisas podem não voltar a ser como antes.
Não penso em um futuro incerto, penso em fazer uma fusão entre o passado e presente. Deixe-me aqui na terra do NUNCA, onde minhas ilusões são insofridas.
Myrthis Belar . 02/11/10