sábado, 10 de setembro de 2011

Carta

Niterói – RJ, 10 de setembro de 2011.
Não sei nem como começar a escrever, pois estou há tempos afastada de meus cadernos, das minhas escritas e posso dizer até mesmo de minhas ideias.
  Estou em um marasmo e o que mais queria agora é me afastar, ir para um lugar longe e só ter a companhia de papeis, livros e os meus cigarros.
  Há poucas semanas atrás me deixei-me levar por um sentimento já corrompido, prendi-me, me fiz escrava e aqui estou prisioneira de um amor sem sentido.
  Amor não é isso, amor não existe e começo a pensar que nada tem sentido, damos sentido as coisas. Por isso precisava voltar a escrever, sinto-me mais aliviada e também sinto prazer de ver o céu nublado, prazer em sentir tristeza e prazer até mesmo em pensar na morte, pois tenho certeza de que o caminho para as portas não deve ser ruim, pois aquilo que todo mundo tem aversão, sempre terá o seu lado bom!
  Muitas vezes quebramos a cara por não buscar o interior das coisas, a imagem é morta e mesmo tendo o seu lado bom pela beleza, o seu interior pode ser distorcido, enfim...
  Sou prisioneira de uma paixão, logo não posso dar afeto autentico e dói lembrar dos momentos, dos gestos e carinhos que agora ficaram só na lembrança. Não vamos insistir cegamente em uma coisa que não deu certo por duas vezes, não vamos.
  Por Nietzsche: A vontade que tem potência para mudar as coisas!
Beijos, Myrthis


 

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